Pesquisa mostra vantagem eleitoral do governador, mas revela aumento da incerteza e desgaste na avaliação do governo paulista

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece à frente do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29). Em dois cenários de primeiro turno, Tarcísio lidera por 38% a 26% e 40% a 28%.
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Apesar da vantagem eleitoral, o levantamento aponta sinais de desgaste na gestão estadual. A aprovação do governo caiu de 60% em agosto de 2025 para 54%, enquanto a desaprovação permaneceu estável em 29%. O dado que mais chama atenção é o crescimento dos indecisos ou que não responderam, que saltaram de 11% para 17%, indicando aumento da incerteza entre os eleitores.
Avaliação em queda e mudança de percepção
Os indicadores qualitativos reforçam o cenário de perda de fôlego. A avaliação positiva (ótimo ou bom) recuou de 45% para 39%, enquanto a negativa (ruim ou péssimo) subiu de 15% para 19%. Já a classificação como “regular” avançou de 29% para 35%, sugerindo migração de parte do eleitorado para uma posição mais cautelosa.
Desgaste em segmentos específicos
A queda de aprovação é mais acentuada em grupos específicos. Entre mulheres, o índice caiu de 57% para 48%. Entre eleitores com 60 anos ou mais, a redução foi de 68% para 56%.
Os dados também indicam maior rejeição em faixas de maior escolaridade e renda. Entre eleitores com ensino superior, a desaprovação atinge 34%. Já entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos, o índice é de 32%. No recorte religioso, católicos registram 30% de desaprovação, contra 23% entre evangélicos.
Cenário de segundo turno
Mesmo com a oscilação negativa na avaliação, Tarcísio mantém vantagem em um eventual segundo turno contra Haddad. O governador aparece com 49% das intenções de voto, contra 32% do petista. Indecisos somam 8%, enquanto 11% declaram voto em branco, nulo ou ausência nas urnas.
Leitura política e bastidores
O levantamento revela um cenário dual: liderança eleitoral consolidada no curto prazo, mas com sinais de erosão na base de apoio. Analistas políticos avaliam que a queda na aprovação pode estar associada a fatores como desgaste natural de gestão, impactos econômicos e decisões administrativas recentes ainda em consolidação.
Nos bastidores, aliados do governo paulista monitoram especialmente o crescimento do eleitorado indeciso, considerado estratégico para a manutenção da vantagem. Já o campo adversário vê na oscilação uma janela para ampliar críticas e reposicionar o debate político no estado.
A pesquisa indica que, embora a disputa ainda favoreça o atual governador, o ambiente eleitoral permanece aberto e sujeito a mudanças conforme a evolução do cenário político e econômico.




