Fiscalização encontrou mais de 2 mil peças com irregularidades e veículos desmontados em imóvel sem autorização para funcionamento
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG), com apoio do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo, prendeu nesta quarta-feira (8) o proprietário de uma empresa de autopeças durante uma operação de combate a crimes relacionados ao comércio irregular de veículos e componentes automotivos, em Campinas.
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Durante a ação, os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão. Duas lojas especializadas na venda de peças usadas, localizadas na Avenida Engenheiro Francisco Antônio de Paula Souza, foram fiscalizadas. Embora os estabelecimentos possuíssem autorização para funcionamento, a fiscalização identificou diversas irregularidades.
Operação
Em um galpão situado na mesma avenida, os agentes encontraram peças automotivas armazenadas sem autorização do Detran-SP. Ao todo, foram apreendidos cerca de 2.100 itens com irregularidades, entre eles airbags, módulos eletrônicos, amortecedores, barras de direção e cintos de segurança. Segundo a legislação, parte desses componentes é considerada essencial para a segurança dos veículos e não pode ser comercializada na condição de usada.
A operação também alcançou um imóvel desabitado na Rua Francisco Grassano, onde foram localizados 11 veículos parcialmente desmontados, com sinais identificadores removidos. De acordo com a investigação, os automóveis não possuíam registro de roubo ou furto e haviam sido adquiridos em leilões de seguradoras. No entanto, a atividade de desmontagem e armazenamento era realizada sem autorização do Detran-SP.
O proprietário da empresa foi preso em flagrante e autuado pelos crimes de adulteração de sinal identificador de veículo automotor, crime contra as relações de consumo e organização criminosa. Conforme a Polícia Civil, ele permaneceu à disposição da Justiça e não teve direito ao pagamento de fiança.
O Detran-SP informou que adotou as medidas administrativas cabíveis em relação às irregularidades constatadas durante a fiscalização.
Até a publicação desta reportagem, a defesa do empresário não havia se manifestado. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.




