Gilmar Mendes cobra imparcialidade na condução do TSE e critica omissões durante eleições de 2026

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Para Gilmar, o funcionamento adequado das instituições não pode depender exclusivamente da intervenção dos demais integrantes do tribunal. Foto Marcelo Camargo/Agencia Brasil

Ministro do STF afirma que “silêncios e hesitações não são neutros” ao comentar a atuação de quem dirige a Justiça Eleitoral. Manifestação ocorre após impasse envolvendo a prorrogação da votação no segundo turno e decisões do STF e do TSE.

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O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), fez críticas à condução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2026, em publicação feita na noite de segunda-feira (2), na rede social X. Sem citar diretamente o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, Gilmar afirmou que quem dirige o órgão responsável pela organização das eleições deve manter uma postura de imparcialidade e advertiu que “silêncios e hesitações não são neutros”.

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A manifestação destaca a diferença entre a atuação institucional do colegiado e a responsabilidade individual de quem ocupa a presidência da Corte eleitoral. Para Gilmar, o funcionamento adequado das instituições não pode depender exclusivamente da intervenção dos demais integrantes do tribunal.

Na publicação, Gilmar também afirmou que a ausência de posicionamentos claros pode provocar decisões contraditórias e obrigar outras instâncias do Judiciário a intervir em questões que deveriam ser resolvidas inicialmente pelo próprio tribunal eleitoral.

O ministro, entretanto, reconheceu que o colegiado do TSE assegurou o cumprimento das regras democráticas. “Desta vez, a colegialidade cumpriu seu papel. A solidez do processo eleitoral, contudo, não pode depender apenas da força do colegiado”, escreveu. CNN Brasil+1

Impasse na prorrogação da votação

A crítica ocorre após o episódio envolvendo a extensão do horário de votação no segundo turno presidencial, realizado em 25 de outubro. Na ocasião, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) recorreram à Justiça Eleitoral diante de problemas no transporte de eleitores e dificuldades registradas durante a votação.

Enquanto o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, solicitava informações para avaliar os pedidos, o ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou às 16h57 a extensão da votação até as 19h em todo o país, exclusivamente nas seções que ainda não haviam encerrado os trabalhos.

A decisão provocou questionamentos sobre a comunicação entre os tribunais. O próprio Nunes Marques afirmou, naquele domingo, que a determinação recebida depois das 17h havia gerado dificuldades para o processo eleitoral. Posteriormente, declarou que a prorrogação não provocou alteração na totalização dos votos. Agência Brasil+2

Nunes Marques defendeu a condução do pleito

Três dias depois, em 28 de outubro, o presidente do TSE divulgou uma nota pública na qual defendeu a atuação da Justiça Eleitoral. No comunicado, afirmou que as eleições transcorreram “dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”. Também destacou o trabalho dos servidores, mesários, técnicos e forças de segurança.

Nunes Marques acrescentou que todos os questionamentos apresentados pelos meios legais seriam analisados e respondidos. Tribunal Superior Eleitoral

A manifestação de Gilmar Mendes acrescenta um novo capítulo ao debate sobre a atuação das instituições durante as eleições de 2026. Embora não tenha mencionado nominalmente Nunes Marques nem citado diretamente a decisão de Zanin, a referência à condução do órgão eleitoral e aos episódios do segundo turno situa a crítica no contexto da presidência do TSE.

O episódio evidencia uma divergência pública entre integrantes do STF sobre a condução institucional do processo eleitoral, especialmente quanto à responsabilidade da presidência do TSE em momentos de crise e à necessidade de decisões claras e tempestivas.

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