Após decisão em Londrina, vereador apresenta projeto para proibir acessório
Marcela Feriani
Projeto apresentado à Câmara Municipal pretende proibir a venda das chamadas “pulseiras do sexo” para menores de idade em Campinas.
De autoria do vereador Francisco Sellin (PDT), o projeto visava proibir o uso das pulseiras no ambiente escolar, mas foi realizada modificação com o intuito de proibir sua venda a crianças e adolescentes.
Após um incidente em Londrina, em que uma menina de 13 anos foi estuprada quando usava os acessórios, o juiz da Vara da Infância e Juventude da cidade proibiu o uso do adereço por menores de 18 anos, atitude que incentivou o projeto exposto em Campinas.
De acordo com o magistrado, pais e professores devem conversar com os adolescentes sobre os riscos que a pulseira pode trazer, como abusos sexuais de toda natureza. “Os maiores problemas ocorrem na escola, ou nas imediações da escola. Por isso, precisamos conscientizar pais e professores para que esclareçam as crianças e adolescentes sobre os perigos desse comportamento” afirmou o vereador Francisco Sellin.
E Sousas, o Colégio Illuminare proibiu, ainda no ano passado, o uso das pulseiras nas dependências da escola. Após a moda ter surgido, o coordenador descobriu seu significado e aboliu o acessório.
Ainda não há data para que o projeto seja levado para votação em plenário.
Caso em Londrina
Segundo depoimentos prestados à polícia, a vítima e os autores se conheceram em um terminal de ônibus quando ela esperava o ônibus para voltar para casa depois da escola. No dia seguinte, a garota foi abordada pelos rapazes que arrebentaram sua pulseira preta, que representaria o sexo.
Constrangida, a adolescente os acompanhou até a casa de um deles, onde alegou ter sido abusada sexualmente pelos quatro. A família da menina procurou a Delegacia do Adolescente no dia 23 de março, aproximadamente uma semana após o incidente.
Apenas um dos jovens era maior de idade. Em caso de condenação a legislação prevê pena de 8 a 15 anos de reclusão, já os menores poderão ser encaminhados para medidas socioeducativas ou para internação.
A adolescente foi entregue ao Centro de Referência Especializada de Assistência Social (Creas) para que tenha acompanhamento psicológico.
Cores e significados
As Shag Bands surgiram no Reino Unido e rapidamente se espalharam pelo resto do mundo, virando moda entre os jovens.
Sendo vendidas em nove cores diferentes, cada cor representa um ato, desde um beijo até o sexo.
A “brincadeira” começa quando um arrebenta a pulseira do outro, assim aquele que arrebentou recebe aquilo que a cor significa.
Muito utilizadas nas escolas, as pulseiras geralmente são encontradas a venda em pacotes de 10 unidades, custando menos de um real cada.




