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domingo, março 1, 2026
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CDHU e sindicatos vão construir moradias para associados

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A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) assinou ontem (14), um convênio com oito entidades representativas de trabalhadores de caráter sindical para a construção de 980 moradias em Campinas, Dracena, Junqueirópolis, Iaras São Paulo, Tupã e Valparaiso. O programa prevê a construção de cinco mil imóveis até 2.012, exclusivamente para os associados das entidades participantes. “Essa é uma ação pioneira no Brasil, que servirá de modelo para outros planos de moradia”, disse o secretário de Estado da Habitação e presidente da CDHU, Lair Krähenbühl.
O Programa Parceria com Entidades Representativas dos Trabalhadores, desenvolvido pela CDHU, atenderá pessoas com renda familiar entre um e dez salários mínimos, indicadas pelas entidades selecionadas por meio de concorrência pública. Serão mil imóveis contratados este ano, dois mil em 2011 e outros dois mil em 2.012. Pelo menos metade das moradias deverá beneficiar famílias que recebem entre um e três salários mínimos.
Para os presidentes das centrais sindicais que participaram da cerimônia, a parceria entre sindicatos e o poder público na construção de moradias deveria ser implantada em todo o país. “Ter a casa própria é o sonho de todo trabalhador, em qualquer lugar. Esse programa é emblemático. Todos os Estados e o Governo Federal deveriam fazer parcerias como esta”, disse Ricardo Patah, presidente nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT).
Cada órgão envolvido na parceria desempenha funções distintas no programa. A CDHU é a responsável pela elaboração do projeto, contratação da construtora e comercialização das unidades, entre outras atribuições. Às entidades cabe a indicação das famílias beneficiárias, apoio no trabalho técnico-social como qualificação educacional e gestão condominial, e o aporte de contrapartidas, quando houver, entre outras. As centrais sindicais acompanham todas as etapas.
Um dos diferenciais do programa é a possibilidade das entidades sindicais ofertarem contrapartidas para agilizar o atendimento. Elas podem, por exemplo, doar terrenos para a construção das unidades e até realizar obras de infraestrutura ou acrescentar melhorias nos conjuntos. As contrapartidas valem pontos que servem como critério de prioridade para o atendimento da entidade. Além disso, o percentual de associados com baixa renda, o tempo de existência, a experiência em atividades comunitárias e de promoção habitacional também podem auxiliar as entidades na classificação.
As moradias seguirão o novo padrão de construção da CDHU, com melhorias como o terceiro dormitório em metade dos empreendimentos, aquecedor solar, pisos e azulejos, entre outros. “O foco da política habitacional do Estado de São Paulo está amparado em dois paradigmas: qualidade da moradia e prioridade para as famílias de baixa renda”, disse Lair Krähenbühl.
“O acordo com a CDHU completa o trabalho que fazemos de levar atendimento médico, odontológico e médico para os vigilantes da nossa região. Agora também poderemos oferecer moradias e isso é muito positivo”, disse Geizo Araújo de Souza, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Categoria Profissional Diferenciada dos Empregados e Trabalhadores do ramo de Atividade de Vigilância e Segurança Privada de Campinas e Região – Sindivigilancia.

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