As famílias acolhedoras que participam do programa Sapeca (Serviço de Acolhimento e Proteção Especial à Criança e ao Adolescente) promoverá um jantar beneficente para obter recursos visando a legalização da Associação de Famílias Acolhedoras. O evento será no dia 07 de abril, às 19h, no restaurante Via Rural, em Sousas (Estrada Sousas-Joaquim Egídio, Km 01). Para comprar os convites, que custam R$25,00, o interessado deve entrar em contato com Zuleica Wizel pelo telefone (19) 3258 5882.
Segundo Zuleica, para uma ação social ser bem sucedida é necessário que exista um tripé formado pelo Poder Público, Poder Judiciário e Sociedade Civil. A Associação de Famílias Acolhedoras será criada para preencher a última lacuna.
Sapeca
O Serviço de Acolhimento e Proteção Especial à Criança e ao Adolescente (Sapeca) é um programa promovido pela Prefeitura de Campinas há 12 anos, que visa atender provisoriamente à criança e ao adolescente, vítimas de violência doméstica ou abandono. É função da família acolhedora dar às crianças e adolescentes um lar estável, que proporcione um cotidiano como o de qualquer outra criança.
Zuleica Wizel está acolhendo pela 4ª vez: “Essa é a menorzinha que eu peguei. As outras tinham entre dois e três anos”, disse enquanto brincava com a sorridente bebê. “Com este programa a gente aprende que a família não é só pai, mãe e filhos. É uma outra estrutura”, completou Zuleica ao citar o caso de uma família que acolheu uma mãe de 16 anos e seus dois filhos.
Atualmente, são 22 famílias acolhedoras e 10 crianças acolhidas: “Depois de acolher uma criança, você precisa de um tempo para se recuperar psicologicamente para acolher outra. Eu mesma fiquei um ano, entre o 2º acolhimento e o 3º, sem acolher”.
O acolhimento não é e não se transformará em adoção com o tempo. É uma alternativa ao abrigamento em que as chamadas famílias acolhedoras cuidam e protegem crianças e jovens pelo tempo que for necessário. Enquanto essas crianças estão sendo cuidadas pelos acolhedores, os assistentes sociais e psicólogos do programa trabalham na tentativa de encontrar e reestruturar a família de origem.

Uma vez solucionados os problemas causadores do afastamento da criança de sua família de origem, eles voltam a viver juntos. Quando não é possível esse retorno aos seus pais, são procurados demais familiares que possam cuidá-las. Se nenhum parente, ou pessoa próxima à criança, quiser ficar com ela, estas serão encaminhadas para adoção.
No site www.acolhimentofamiliar.org.br é possível fazer o cadastro online e conhecer mais sobre os programas que atendem em Campinas. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (19) 3256-6335.




