Funcionária da unidade pediátrica foi encaminhada à delegacia após denúncia feita por colega de trabalho; Rede Mário Gatti abriu processo disciplinar e afastou a servidora

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Uma servidora da Unidade Pediátrica Mário Gattinho foi presa pela Guarda Municipal de Campinas suspeita de cometer injúria racial contra uma colega de trabalho dentro da unidade de saúde.
Segundo a Prefeitura Municipal de Campinas, a corporação foi acionada por uma funcionária da própria unidade pediátrica. Ao chegar ao local, os agentes ouviram a denunciante, que relatou as ofensas raciais supostamente praticadas pela colega.
Ainda de acordo com a administração municipal, a servidora suspeita teria admitido os fatos durante o atendimento da ocorrência.
A mulher foi encaminhada à 1ª Delegacia Seccional de Campinas, onde foi registrado boletim de ocorrência por injúria racial.
Rede Mário Gatti afasta servidora
A Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar informou que decidiu afastar imediatamente a servidora após o episódio.
Segundo a instituição, também será instaurado processo ético e disciplinar interno para apurar a conduta da funcionária. Dependendo do resultado das investigações conduzidas pela Polícia Civil, a medida poderá resultar na exoneração da servidora pública.
A Prefeitura de Campinas afirmou que a vítima receberá acompanhamento especializado por meio da rede municipal de acolhimento voltada a casos de discriminação racial.
Em nota, a administração municipal declarou que repudia práticas racistas e afirmou manter políticas públicas e canais institucionais voltados ao combate à discriminação e à promoção de ações antirracistas.
Crime previsto em lei
A injúria racial é crime previsto na legislação brasileira e ocorre quando há ofensa à dignidade ou ao decoro de uma pessoa utilizando elementos relacionados à raça, cor, etnia ou origem.
Após mudanças recentes na legislação federal, o crime passou a ter tratamento semelhante ao racismo, sendo inafiançável e imprescritível.




