O subprefeito de Sousas, Lucrécio Raimundo da Silva, organizou uma reunião no último dia 17, para apresentar o projeto da nova base da Polícia Militar no distrito à comunidade. O encontro contou com a presença do secretário de Cooperação em Assuntos de Segurança Pública, Carlos Henrique Pinto, do diretor da macrorregião Leste, Vinícius Gratti, do presidente do Conselho de Segurança de Sousas, Thomaz Alcantara Cavallaro, dos vereadores Sebá Torres (PSB) e Luiz Henrique Cirilo (PPS). Também participaram, representando a PM, o Coronel Arraez, o Major Marci Elber e o Capitão Alexandre. A arquiteta urbanista, responsável pelo projeto, Maria Rita Amoroso, também esteve no local.
Tanto os vereadores Sebá e Cirilo, quanto o presidente do Conseg, não receberam convites oficiais por parte do subprefeito, para participar do evento. Segundo Lucrécio, faltou comunicação.
O projeto da nova base policial de Sousas já foi aprovado pela PM (que pediu algumas alterações na planta) e tem o valor, estimado, de R$180 mil. O presidente do Conseg reiterou que o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB), por emenda parlamentar, conseguiu R$120 mil, que sairão dos cofres do Estado, para a obra. Os custos da construção da base podem ser reduzidos, se o tamanho dos vidros também diminuir: “É necessário um vidro especial, para dar mais segurança aos policiais”, explicou a autora do projeto, Maria Rita.
A base comunitária do Cambuí foi usada como referência para a de Sousas, que contará também com playground, pista de caminhada e aparelhos de ginástica. A ideia é reunir em um mesmo local segurança e convívio da população. A verba para a revitalização da praça Carlos Sevá, onde estará a base, virá da Prefeitura de Campinas.
Segundo o Coronel Arraez, o local escolhido atende as questões estratégicas da PM. O Major Marci Elber afirmou que será a primeira base policial do distrito, já que o que havia era um posto policial: “A nova base atende aos anseios de cidadania, lazer, segurança e dignidade”.
A praça Carlos Sevá, de propriedade da Prefeitura, será repassada à Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado. O projeto, após aprovado totalmente pela PM, seguirá para a Comissão de Estudos da Câmara, que tentará agilizar a votação no legislativo. Após sanção do executivo, segue para a SSP. O vereador Cirilo acredita que todo esse trâmite burocrático demorará dois meses.
Desde o fechamento do posto policial, o Jornal Local vêm publicando, em seu site e suas edições impressas, constantes reportagens sobre o andamento da construção da nova base e, assim, pressionando as autoridades para que Sousas volte a ter uma segurança efetiva.
A novela do Posto Policial
O posto da Polícia Militar funcionava no prédio da Rua Humaitá há cerca de 40 anos e foi desativado no dia 14 de outubro de 2010. Segundo a PM, o local não oferecia as condições de trabalho necessárias a seus homens, além de estar em uma via mal localizada. Desde então, o policiamento no distrito passou a ser feito por duas viaturas e uma base móvel.
Comando da PM, vereadores, autoridades regionais e moradores se reuniram com frequência em busca de soluções. A Câmara Municipal de Campinas criou uma Comissão Especial de Estudos sobre a instalação da base fixa da PM em Sousas, em meados de novembro. O vereador Luiz Henrique Cirilo (PPS) tornou-se presidente, Sebá Torres (PSB) relator e Artur Orsi (PSDB) membro. Foram cinco reuniões ordinárias e duas reuniões extraordinárias.




