O deputado federal por São Paulo, Roberto Freire (PPS) visitou a Câmara Municipal de Campinas na tarde desta segunda-feira (04/04) e foi recebido pelo presidente da Casa, vereador Pedro Serafim Junior (PDT). Freire foi convidado pelo presidente a voltar à Câmara para proferir palestra sobre reforma política.
“Vamos reservar a primeira parte da reunião para que o deputado possa nos falar sobre a reforma e detalhar as propostas que estão sendo analisadas pelo Congresso pois trata-se de uma autoridade no assunto”, explicou Serafim. Freire diz que vai agendar um retorno apenas para falar sobre o tema.
Presidente nacional do PPS, Roberto Freire adianta que o partido fará campanha pelo parlamentarismo; pelo voto distrital misto e realização de segundo turno em municípios com mais de 50 mil eleitores. Ele disse que vai trabalhar também pelo fim da reeleição e saiu em defesa da chamada lista fechada – sistema pelo qual o eleitor vota numa lista elaborada pelos partidos.
“A lista não é o retorno do caudilhismo como muita gente quer fazer crer. Muito menos se trata de golpe”, garante Freire. Ele diz que os candidatos serão impulsionados a procurar partidos mais democráticos, que não sejam dominados por um nome ou por um pequeno grupo. Para ele, o sistema fortalece os partidos que terão de se preocupar mais com seus quadros. “A democracia é representativa e isso só se dá de forma equilibrada por intermédio dos partidos”, acrescentou.
TAV – Roberto Freire disse ser contra o projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) – que vai ligar Campinas a São Paulo e ao Rio. “Sou contra porque não se trata de um projeto prioritário. Todos os países que implantaram o trem-bala, o fizeram depois de solucionar problemas como o transporte coletivo nas grandes cidades, o sistema de transporte entre as cidades. Ou ainda, solucionar gargalos dos portos e aeroportos brasileiros. Não sei porque, no Brasil se pretende fazer o caminho inverso”, disse.
O líder do PPS disse que o governo da presidenta Dilma Roussef (PT) deverá enfrentar problemas a partir de agora. Na avaliação de Freire, o controle da inflação está comprometido pelo alto endividamento do Estado e do crescimento vertiginoso dos gastos públicos. “Estamos prevendo problemas sérios para o novo governo, dentro de pouco tempo”, disse.





