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quinta-feira, março 5, 2026
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Campinas investiga caso suspeito de sarampo

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A Secretaria de Saúde de Campinas informou ontem (5) que investiga um caso suspeito de sarampo. Trata-se de uma criança vinda da Europa que chegou à cidade com sintomas da doença na semana passada. Ela está sendo acompanhada e passa bem.

Todas as medidas de controle preconizadas foram imediatamente desencadeadas pela Vigilância em Saúde (Visa) municipal, como vacinação dos contatos próximos e busca ativa das pessoas que viajaram no mesmo avião e traslado da criança.

Há menos de um mês, no dia 10 de março, a Vigilância em Saúde de Campinas confirmou um caso importado de sarampo em morador do município, um homem adulto que adoeceu depois de viajar com a família para os Estados Unidos. O paciente, de 41 anos, não havia sido vacinado.

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, transmitida por vírus, de pessoa a pessoa, por meio das secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. No início da doença o paciente apresenta febre, tosse, catarro, conjuntivite e fotofobia. Depois, esses sintomas são acentuados, com prostração do paciente e aparecimento de manchas avermelhadas na pele.

A ocorrência de casos importados é esperada pela Vigilância em Saúde mesmo após a eliminação do vírus no Brasil e aponta a importância das equipes de saúde estarem atentas e pensarem em sarampo.

“Todo médico, frente a uma doença exantemática tem que considerar o sarampo no seu diagnóstico diferencial, especialmente no caso de pessoas que chegam do exterior. E o cidadão com quadro febril também deve lembrar de informar ao profissional de saúde seu histórico de viagem”, informa a enfermeira sanitarista Brigina Kemp, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Campinas.

Segundo Brigina, o sarampo continua a ocorrer em diferentes partes do mundo, como Europa, África e Austrália. Na região das Américas houve evidência de surtos neste ano no Canadá, Estados Unidos e Argentina No Brasil, em 2010, foram identificados 68 casos da doença, distribuídos entre Pará, Rio Grande do Sul e Paraíba.

O Estado de São Paulo não apresentava casos autóctones de sarampo desde 2000. Em 2001, 2002 e 2005 foram identificados quatro casos importados ou vinculados à importação. Em Campinas, a última notificação de caso confirmado da doença ocorreu há 12 anos, em 1999. O Brasil interrompeu a circulação autóctone do sarampo em 2000. Todos os casos que têm sido registrados nesses últimos dez anos são importados, como ocorre em outros países das Américas que já eliminaram a doença, como Estados Unidos e Canadá.

Segundo Brigina Kemp, as ocorrências de sarampo, mesmo importadas são importantes. Nos dois casos registrados em Campinas recentemente, o confirmado e o que ainda é suspeito, apesar da doença ter sido contraída em outros países, as pessoas acometidas passaram o período de transmissibilidade em Campinas e circularam pela cidade. Portanto, existe a possibilidade de transmissão no município. Também é preciso considerar que o sarampo está em fase de erradicação nas Américas, que trata-se de doença que pode evoluir para complicações e óbitos, que pode causar surtos e epidemia.

Diante das ocorrências, a Secretaria de Saúde de Campinas reforça, mais uma vez, a orientação para que os Centros de Saúde do município promovam busca ativa das crianças que não estão em dia com a vacina contra o sarampo. O esquema completo de vacinação inclui a primeira dose aos 12 meses e um reforço entre 4 e 6 anos. Também devem ser convocadas pessoas da demanda espontânea de outras faixas etárias que não tenham o esquema previsto. A caderneta de vacinação de adolescentes e adultos deve ser verificada para confirmar se está em dia.

A Secretaria de Saúde de Campinas também reforça a recomendação de que sejam vacinadas todas as pessoas que não tenham o esquema completo de vacinação, especialmente viajantes que vão para o exterior, profissionais de turismo, motoristas de táxi, funcionários de hotéis e restaurante e outros que mantenham contato com turistas. Também devem tomar a dose profissionais de saúde e da educação.

Brigina Kemp explica que essa estratégia de imunização é chamada tecnicamente de “Vacinação Seletiva”, diferente de uma campanha indiscriminada, onde todas as pessoas, mesmo as que já tomaram a vacina, independente da faixa etária, precisam ser imunizadas.

A vacina contra o sarampo é contra-indicada para pessoas com história de reação grave a dose anterior ou a algum de seus componentes e no caso de gravidez e de imunossupressão.

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