A Justiça liberou o prolongamento da Avenida Mackenzie no valor de R$ 1,080 milhão para desapropriação do terreno pertencente à Federação das Entidades Assistenciais (Feac). Empresas do setor imobiliário, que têm projetos de loteamento a serem executados ao longo da nova pista ficarão encarregados do pagamento, a obra será um novo acesso ao distrito de Sousas. Em contrapartida, a administração municipal, quer negociar R$2 mi para construção de uma clínica para idosos e usuários de crack.
As condições foram estabelecidas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a Prefeitura, a Feac e empreendedores imobiliários. A obra faz parte do plano de diretrizes do município e foi projetado a partir da Rodovia D. Pedro I (SP-65) até os loteamentos Caminhos de San Conrado e Três Pontes do Atibaia.
A obra viária vai ser executada por um grupo de empreendedores e deverá beneficiar aproximadamente 100 mil pessoas que utilizam a Via Expressa Heitor Penteado diariamente para chegar ao distrito. A Prefeitura tem prazo de 30 dias, a contar do último dia 27 de fevereiro, para efetuar o depósito. Recebendo o documento de posse da área, as obras poderão ser iniciadas.
Segundo o secretário de Planejamento, Alair Godoy, o projeto de prolongamento da Avenida Mackenzie possibilita a aprovação de novos projetos na região da Área de Proteção Ambiental (APA). “O prolongamento vai aliviar a Rodovia Mário Garnero, que é a marginal do Rio Atibaia”, explicou.
Os empresários interessados na construção dos condomínios já iniciaram inclusive os estudos para a conclusão do projeto e, dentro de 60 dias, os croquis devem ser entregues à Secretaria de Urbanismo para que o projeto viário seja avaliado.
Via ligará condomínios à rodovia D. Pedro I
A nova passagem será construída em duas fases. A primeira vai começar ao lado da loja Leroy Merlin e seguirá até a entrada do condomínio San Conrado, totalizando 4,5 quilômetros. Este trecho deverá estar pronto em um ano, a partir do início das obras. A segunda fase vai ligar o San Conrado ao condomínio Três Pontes do Atibaia, totalizando mais 3,5 quilômetros. O investimento está previsto em R$ 22 milhões De acordo com a Prefeitura, o prolongamento da Mackenzie deverá fomentar a vocação da região, que é voltada ao ecoturismo e o turismo gastronômico. Vai ocupar também o vazio urbano existente na região, às margens da Rodovia D. Pedro I, onde novos empreendimentos poderão surgir e ampliar a geração de empregos e renda para Campinas.
O maior dos condomínios a ser construído deverá ser o loteamento Três Pontes do Atibaia. São três loteamentos residenciais num terreno de mais de 3 milhões de metros quadrados divididos em lotes que variam de mil a 4 mil metros quadrados cada. O empreendimento será voltados para as classes A e B e terá infraestrutura e sistema de segurança dos mais modernos que existem hoje no mercado mundial. O Três Pontes do Atibaia consumirá R$ 120 milhões só para a infraestrutura e, segundo Fernando Garnero, diretor do Grupo Brasilinvest, responsável pela execução da obra, durante as construções, pelo menos dois mil empregos deverão ser criados.
Contrapartida
A Prefeitura chegou a questionar o valor determinado pela Justiça no decorrer do processo, mas a perícia judicial manteve o montante inicial de R$ 1.080 milhão. A Administração teme que o valor seja insuficiente para manter entidades assistenciais de crack e proteção ao idoso que seriam custeadas com os recursos e realizadas pela Feac. A alternativa é propor um acordo com os empresários para que eles custeiem a diferença de recursos necessários para que as ações possam ser realizadas.




