A Operação Inverno, coordenada pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social para População de Rua (Centro Pop/Sares) da Secretaria de Cidadania, Assistência e Inclusão Social de Campinas, foi intensificada esta semana por conta da queda de temperatura com apoio de acolhimento no Serviço de Atendimento ao Migrante, Itinerante e Mendicante (Samim).
Para passar a noite no albergue é preciso seguir algumas regras de comportamento como não portar armas, drogas ou álcool, seguir os horários para as refeições e acolhimento e portar algum tipo de identificação, mesmo que seja termo de ocorrência, relatório médico ou outro.
Por determinação do prefeito Jonas Donizette, os profissionais irão avaliar casos específicos de usuários sem documentação. “O objetivo é acolher toda e qualquer pessoa que queira passar a noite no albergue. Nesse período de frio intenso, as regras precisam ser flexibilizadas e poderá ser permitida a entrada desses casos para o pernoite”, diz a secretária de Assistência, Jane Valente.
Há quem se negue a aceitar essas regras e recusa encaminhamento para o albergue. Em casos como esse, é oferecido cobertor.
Desde a última segunda-feira, dia 22 de julho, foram distribuídos 116 cobertores para as pessoas que se recusaram a acompanhar a equipe até o Samim. Além dos cobertores, a população em situação de rua é beneficiada com os itens coletados durante a Campanha do Agasalho que, neste ano, arrecadou 10 toneladas entre roupas, calçados e cobertores.
A Operação Inverno ocorre todos os anos, de 1º de maio até 30 de setembro, com o objetivo de acolher as pessoas em situação de rua e suprir as necessidades imediatas ao facilitar o acesso emergencial aos bens e serviços da rede pública municipal.
O Serviço de Orientação Social (SOS) Rua, que normalmente atua das 8h às 22 horas, durante esta operação, amplia o horário de abordagem até às 24h, de segunda a sexta-feira, com plantões aos fins de semana e feriados das 18h às 24 horas.
Neste ano, também durante a Operação Inverno, o Centro Pop/Sares realiza abordagens de segunda a sexta-feira, das 18h às 22h.
O trabalho de abordagem encaminha as pessoas que aceitam o atendimento de forma voluntária. Os técnicos dos serviços percorrem itinerários pré-estabelecidos, onde há maior concentração de pessoas que vivem em situação de rua e atendem solicitações dos cidadãos, até as 22h, por intermédio do telefone 7821-4140.
As pessoas que aceitam o encaminhamento pela equipe de abordagem são levadas para a família quando é munícipe, para Pronto Socorro em situação grave de saúde ou ao Samim – albergue municipal – que possui 160 vagas, onde podem pernoitar por até cinco noites, período que pode ser prorrogado conforme a necessidade, e recebem jantar, café da manhã e higiene.
No entanto, a maioria procura espontaneamente pelo serviço. Na segunda-feira desta semana, 75 procuraram o Samim. Com a queda brusca de temperatura, o número subiu para 95 na terça-feira e chegou a 122 na noite de quarta-feira. Frente à emergência, foi criada a estratégia de ampliação de 30 vagas para o atendimento no albergue.
O trabalho desenvolvido pela rede socioassistencial da Prefeitura, em relação aos moradores de rua, tem início com o serviço de abordagem de rua, estabelecendo um vínculo de confiança com a pessoa que está na rua.
O objetivo é evoluir desse atendimento para a construção de novo projeto de vida com adesão a tratamento de saúde, ao encaminhamento para retorno à família ou à cidade de origem ou a unidades de acolhimento institucional (abrigo – permanência de 6 meses a 1 ano ou casa de passagem permanência de 3 a 6 meses) visando sua reinserção social, esta construção envolve principalmente os serviços de saúde.





