O documentário À Margem do Lixo, longa metragem de Evaldo Mocarzel que retrata o dia-a-dia de um grupo de catadores de lixo de uma cooperativa de São Paulo, foi condecorado duas vezes no 41° Festival de Cinema de Brasília, que se encerrou na terça-feira (25/11). A produção levou os prêmios Especial do Júri (pela contribuição à linguagem cinematográfica no documentário) e de Melhor Filme do Júri Popular (melhor longa em 35mm). À Margem do Lixo também foi o filme mais aplaudido do festival. Sua exibição, no último domingo, foi ovacionada pelo público.
Na avaliação da coordenadora da Secretaria-Executiva do Comitê Insterministerial de Inclusão Social dos Catadores de Materiais Recicláveis – cuja presidência é exercida pelos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e das Cidades – Ana Pinho, a vitória é tanto dos produtores, como dos catadores. Para Ana, o reconhecimento obtido pelo documentário, além da relevância temática que apresenta, atesta a importância da coleta seletiva realizada no órgãos públicos, agora implementada com o decreto presidencial 5.940/06. “A vitória de À Margem do Lixo fortalece ainda mais o trabalho realizado pela categoria do catadores em todo o país”, comemora.
O filme é a terceira parte de uma trilogia iniciada por Evaldo Mocarzel com À Margem da Imagem (2003) – ganhador de 19 prêmios em festivais no Brasil e no Exterior – e À Margem do Concreto (2006). À Margem do Lixo transita pelas ruas de São Paulo e retrata o cotidiano dos catadores, porém, também enfoca o envolvimento em movimentos políticos que têm a finalidade de regularizar e lutar pelos direitos da categoria. O documentário, igualmente, deixa clara a importância ambiental do trabalho realizado pelos catadores, uma vez que a produção de materiais recicláveis contribue para a preservação do meio ambiente.




