Juarez Alvarenga
A entrega total a um objetivo nos faz sairmos com um resultado extremamente positivo. Mas, felizmente, a vida é um mosaico de variadas pretensões. Esses objetivos dispersos faz-nos enterrarem os objetivos fixos e flexibilizar os instrumentos que nos levam a atingir.
Vivemos numa sociedade democrática e de acordo com a índole humana, ou seja, o capitalismo. Este nos proporciona oportunidades, mas nunca resultados nivelados. As propriedades privadas criam situações variáveis. Quem as têm começa a corrida pelo meio, mas acreditamos que no mundo contemporâneo quem começou a caminhada pelo começo tem plenas condições de ultrapassar quem começou pelo meio. Para isto são necessária ambição e determinação.
À vontade nascida do interior humano é tão poderosa como ter o capital para o investimento. Voracidade e índole ambiciosa são melhores do que herança recebida. A mansidão como instrumento para enfrentar a vida nos proporciona serenidade psicológica, acarretando eliminação dos objetivos avarentos. A prosperidade econômica é proveniente de como enfrentamos a guerra cotidiana. Os fracassos de nossas tentativas que buscam no imediatismo soluções mágicas nos levam as desmontagens de nossos negócios iniciais. Porém sabemos que o sucesso nos exige requisitos internos e externos. O pressuposto maior é a busca insaciável de evolução permanente. Depois dar passos lentos, porém contínuos e em direção certa. Ter noção exata que a evolução econômica é homeopática.Sua construção é uma obra diária. Os aprimoramentos econômicos devem ser lapidados com habilidade e destreza operacional por um artífice polido. A riqueza nasce de nossa inquietação, mas os seus fluxos naturais exigem enquadramento cotidiano mesclado com capital, somente assim desaguará no sucesso desejado. Sabemos que no mundo democrático temos oportunidades iguais, porém em situações diferenciadas como também habilidades singulares. As pessoas que têm as mesmas oportunidades não têm necessariamente os mesmos resultados.
Criar um elo capaz de aglutinar os habilidosos com despossuidores de talentos irá gerar uma evolução permanente e simétrica. Descer o vértice fazem as bases estremecerem. Subirem as bases fazem os vértices pular para o degrau de cima.
A natureza humana tem varias modalidades de relacionamento. Afetivamente, criando uma atmosfera de alegria recíproca e dos negócios que são de uma frieza polar. Nele prevalece a racionalidade e os interesses convergentes. E destes relacionamentos nascem os progressos econômicos. E para isto são necessárias habilidades e experiências.
O capitalismo simétrico e a evolução totalizante e permanente é que faço apologia. O crescimento mutuo, porém desnivelado. O aprimoramento humano é que alavanca o progresso individual. E para isto são necessários que a qualificação atinja todos os indivíduos e todas as classes. Levantarem as bases e junto com elas subirem os vértices. Criar uma dinâmica virtuosa e permissiva. Deixando aberto a porta da ascensão individual. Porque a evolução vinda do aprimoramento humano é consistente, já que até elevação das bases nos proporciona um edifício em terrenos desnivelados.
Individuo por individuo passando singularmente as portas do progresso econômicas nos criam uma sociedade ordeira e funcional. Ao caso que a coletividade querendo penetrar a porta estreita simultaneamente impedem o todo de atingir tal objetivo.
Acredito seriamente em evolução individual dentro de uma sociedade de alta rotatividade, mas sou cético quando o nivelamento de classes. Mesmo em sistemas onde o controle social procura neutralizar as potencialidades individuais, acarretando com isto uma perversidade paralisante.




