Há um número cada vez maior de terapias alternativas que aparecem, formam especialistas “disso” e “daquilo” e confundem quem procura ou é encaminhado por um médico para seções de fisioterapia. Por isso é preciso atenção: todos os especialistas da área alertam para que profissionais e pacientes exijam a prática de uma terapia baseada em evidências clínicas. É a partir desta premissa que a Terapia Manual vem recebendo atenção cada vez maior de pesquisadores e profissionais de saúde e sendo aplicada com sucesso em tratamentos dedicados ao sistema músculo-esquelético (sistemas muscular, articular e neural).
Roberto Serafim, fisioterapeuta e professor universitário, pós-graduado em Aparelho Locomotor no Esporte pela Escola Paulista de Medicina, especialista na restauração de funções articulares através da Terapia Manual, explica que a terapia foi e é extensivamente pesquisada e pode agir diretamente em problemas comuns da população brasileira como dores na coluna cervical e coluna lombar.
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que 80% da população mundial terá, pelo menos, duas crises de dor na coluna durante a vida. Nestes casos, tanto para a coluna cervical quanto para a coluna lombar, os efeitos analgésicos cumulativos da terapia manual foram estudados e comprovados, reduzindo a dor e os espasmos pós-lesão, acelerando a recuperação. “A terapia manual inclui um impulso manipulativo de alta-velocidade e baixa amplitude e mobilizações oscilatórias, se mostrado capaz de diminuir a dor e melhorar a função do paciente”, explica Serafim, que recebe, em média, 60% dos pacientes em sua clínica em Campinas (SP) com sintomas de dores nas costas.
A incidência deste tipo de dor é tanta que em 1994, a Agência em Política e Pesquisa em Saúde nos USA desenvolveu o Guia para Dor Lombar Aguda. Em 1997 a Nova Zelândia também criou um guia oficial que recomenda a terapia manual nas primeiras quatro a seis semanas de dor lombar. O Royal College of General Practitioners, do mesmo país, afirmou que existem fortes evidências para apoiar o uso da manipulação na dor lombar, provendo maior rapidez na melhora da dor e no nível de atividade do paciente.
“Mãos na massa”
A fisioterapia manual consiste em utilizar as mãos para recompor a capacidade de reparo do organismo. Assim, a manipulação afeta propriedades mecânicas dos tecidos como elasticidade, força e alongamento. Ela trata as deficiências neuromusculares decorrentes de doenças e lesões musculoesqueléticas como perda de equilíbrio e movimento, permite a correção postural, além de causar reações psicológicas que apresentam uma resposta somática traduzida pelo relaxamento e sensação de bem estar.
Na Terapia Manual somam-se às técnicas difundidas (métodos Mulligan, Maitland, Osteopatia, Kabat, Mobilização Neuromeníngea, Massagem Transversa Profunda) outros procedimentos como a massagem de tecidos moles, facilitação neuromuscular proprioceptiva, eletro, análise ergonômica, exercícios para força, coordenação, endurance, flexibilidade, estabilização segmentar, manipulação de alta velocidade, mobilização articular e mobilização neural.
Experiência é aplicada em diversos tipos de contusão
Em sua clínica, Serafim aponta uma porcentagem de pelo menos 90% de pacientes que relatam diminuição ou ausência de dor e recuperação de problemas articulares com o uso da Terapia Manual também em outras partes do sistema músculo-esquelético. Com duas seções iniciais, o publicitário Tiago Petreka, que sofreu uma séria lesão no tornozelo direito praticando futebol, já sente os benefícios da terapia e do programa de recuperação da clínica. “As seções de manipulação ajudaram muito no combate às dores e ganho de movimento, me devolvendo mais rápido ao meu cotidiano”, afirma o publicitário.
“Costumo passar aos alunos e novos profissionais que a Terapia Manual oferece aos fisioterapeutas habilidades de raciocínio clínico que permitem identificar mais rapidamente os problemas do paciente, nível de gravidade e necessidade de tratamento”, ressalta o fisioterapeuta Roberto Serafim. Ele explica que ao estudar e exercer a Terapia Manual, o fisioterapeuta aprende a avaliar como um todo o paciente, utilizando as habilidades de avaliação e conhecimentos de anatomia, biomecânica, fisiologia e ergonomia, percebendo a importância de cada componente na causa de cada tipo de lesão.
Informações
Clínica Roberto Serafim
Telefone: (19) 3241-5233




