A Mata Santa Genebra terá um plano de manejo, pela primeira vez, desde que foi declarada Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) pelo Governo Federal em 1985. O anúncio do plano, que passa a valer a partir da próxima sexta-feira (27), foi feito na tarde desta sexta (20/08) pelo presidente da Fundação José Pedro de Oliveira, que administra a Mata Santa Genbra, José Aires Moraes, durante audiência pública realizada no Plenário da Câmara.
A Mata Santa Genebra é a maior remanescente da Mata Atlântica em Campinas e a segunda maior floresta urbana do Brasil. Elaborado pelo Instituto Chico Mendes, o documento estabelece uma série de procedimentos e condutas que devem ser obedecidos, visando a conservação da diversidade biológica e dos ecossistemas da Mata. O Plano de Manejo é único e servirá de balize para todas as Arie existentes no país. “O Plano de Manejo é um divisor de águas. É uma lei que irá definir quais são as limitações, vocação e qual a área de proteção da Mata, por exemplo. Ele é um instrumento que vai dar as diretrizes de todas as atividades desenvolvidas dentro da Mata.
Quando uma unidade não tem um Plano de Manejo ela se vê obrigada a ter uma legislação própria”, explicou Moraes. Segundo o presidente, na prática, o Plano de Manejo irá, de imediato, resolver um dos principais problemas da Mata. “Temos grandes problemas com as bordas de preservação por causa de espécies como o Cipó e Capim Colonião.
O Plano do Manejo vai definir o que devo fazer”, comentou. Outra vantagem, segundo o presidente da Fundação, é que as parcerias poderão ser estabelecidas com maior facilidade.




