Uma semana para comemorar o poeta, soldado e tradutor Guilherme de Almeida. É o que a Secretaria Municipal de Cultura preparou de 4 a 11 de julho durante a Semana Guilherme de Almeida, criada pela Lei Municipal, nº 10.138 de 25 de junho de 1999, com o intuito de divulgar o ensaísta. As atividades foram realizadas na Biblioteca Pública Distrital Guilherme de Almeida, em Sousas, na Academia Campineira de Letras e Artes, no Musoléu do Soldado Constitucionalista (no Cemitério da Saudade), no Círculo Militar e no Centro de Ciências Letras e Artes.
Nos oito dias de comemorações, foram realizados eventos diversos, desde um varal de poesias, a exposições a homenagens como soldado participante da Revolução Paulista de 1932. A participação na programação foi gratuita e limitada à lotação dos espaços onde as atividades foram realizadas.
Na biblioteca que leva o nome do poeta, em Sousas, foi realizada a abertura das comemorações, no dia 4, além apresentação do curta-metragem Os Hay Kais, de Gulherme de Almeida e de varal de poesia, no dia 5.
Quem foi
Considerado um dos maiores expoentes da língua portuguesa, Guilherme de Almeida nasceu em Campinas no dia 24 de julho de 1890, filho de Estevam de Araújo Almeida, professor de Direito, e Angelina de Andrade Almeida. Em 1923, no Rio de Janeiro, casou-se com Belkiss (Baby) Barrozo do Amaral, com quem teve um filho.
Dedicou-se à advocacia e à Imprensa em São Paulo e no Rio de Janeiro. Foi redator de O Estado de São Paulo, diretor da Folha da Manhã e da Folha da Noite, fundador do Jornal de São Paulo e redator do Diário de São Paulo, com trabalhos como jornalista, literato, tradutor e, principalmente, poeta.
Participou da Semana de Arte Moderna de 1922 e foi o primeiro modernista a entrar para a Academia Brasileira de Letras, em 1930. Em 1932, combateu na Revolução Constitucionalista, como um dos líderes, o que lhe custou prisão e o exílio na Europa.
De volta ao Brasil, continuou produzindo ensaios, traduções e poemas. Sua produção de caráter modernista concentra-se em três livros publicados em 1925: Encantamento, Meu e Raça.
Posteriormente, adotou uma poética mais tradicional, o que deve ter contribuído para que fosse eleito Príncipe dos Poetas Brasileiros, em 1958, pelo Correio da Manhã. Faleceu em 11 de julho de 1969, em São Paulo. Foi sepultado no Obelisco e Mausoléu do Soldado Constitucionalista, no Parque Ibirapuera.





