A data de 08 de abril é marcada como o Dia Mundial de Combate ao Câncer. No Brasil, o câncer de pele é o tipo mais comum, tanto em homens quanto em mulheres. A boa notícia é que a taxa de cura para a doença é bastante elevada, especialmente quando se detecta o problema na fase inicial e que ele não seja do tipo melanoma.
“Os tipos de câncer de pele mais comuns são os carcinomas basocelulares (CBC) e espinocelulares (CEC), que são menos agressivos e têm alta taxa de cura. Há o tipo melanoma, que é o mais grave, porém menos frequente”, explica a dermatologista Christiana Blattner, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “O câncer de pele não melanoma não costuma ser muito agressivo e tem como sintomas visíveis o aparecimento de pequenas lesões e feridas”, explica a médica. “Mas, se não for tratado, pode levar a ulcerações e deformidades físicas, além de metástases; aí sim, pode levar à morte”.
Dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) apontam uma estimativa total de 576.580 novos casos de câncer no Brasil entre 2014 e 2015. O câncer de pele não melanoma deve ser responsável por 98.420 novos casos entre homens e 83.710 em mulheres, num número total de 182.130. Já o câncer de pele do tipo melanoma tem incidência bem mais baixa. A estimativa para 2014/2015 é de 2.960 casos novos em homens e 2.930 em mulheres. “É importante salientar que existem muitos casos de câncer que não entram nas estatísticas; então, a o número pode ser bem maior, apesar de ser uma doença de notificação compulsória (obrigatória)”, afirma Dra. Christiana Blattner, de Campinas.
De acordo com a especialista, detectar o problema na fase inicial é fundamental para facilitar o tratamento. “A correta prevenção contra os raios solares é uma arma importante e fácil de ser colocada em prática”, alerta.
O ‘ABCD’ das pintas
O câncer de pele manifesta-se normalmente a partir das pintas e manchas, por isso é indicado procurar um médico quando houver surgimento de pintas ou outros sinais na pele, como lesões que não cicatrizam ao longo do tempo, pintas que coçam ou sangram com frequência. Segundo a dermatologista Christiana Blattner, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), os principais fatores a serem observados podem ser resumidos no ‘ABCD das pintas’:
Assimetria – “Pintas irregulares são as mais preocupantes. As pintas comuns são simétricas e bem definidas”, explica a dermatologista Christiana Blattner.
Bordas – “Pintas com bordas muito irregulares, cheias de reentrâncias, merecem maior atenção”, alerta a médica.
Cor – “As pintas mais perigosas tem variações de cores e precisam ser avaliadas.”
Diâmetro – “Pintas maiores que 6mm merecem acompanhamento e avaliação médica”.
Christiana Blattner, porém, explica que nem toda mancha, sinal ou pinta que surge na pele é sinal de perigo. “A dica é se observar para notar mudanças no próprio corpo, e procurar o médico especializado sempre que surgir alguma dúvida”.
Prevenção
Proteger-se da exposição aos raios solares é a principal medida de prevenção contra o câncer de pele, como explica a dermatologista Christiana Blattner: “as células do corpo vão acumulando a radiação solar ao longo dos anos. A nossa pele hoje reflete todo o sol que tomamos ao longo da vida. Os raios solares literalmente vão ‘queimando’ as células de nossa pele, o que, além de tudo, acelera o envelhecimento. Por isso, hoje sabemos que a proteção ao sol na infância e juventude reduz muito os riscos de câncer de pele no futuro. Então, os mais jovens estão em vantagem, pois já sabem da necessidade desses cuidados. Já os mais velhos, provavelmente, não protegeram muito a pele ao longo dos anos, mas nunca é tarde para adotar o hábito saudável de usar o protetor diariamente”, explica a especialista.




