Pacientes que notaram melhora, lutaram na justiça para ter o direito de usar o remédio e ganharam a causa

Hoje (25), começam os testes em São Paulo da pílula que trata o câncer. A fosfoetanolamina sintética foi estudada pelo pesquisador Gilberto Chierice enquanto ainda era ligado ao núcleo de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros da universidade. O remédio já foi usado antes por pacientes que lutavam contra a doença, e os mesmos notaram uma melhora significativa.
Dez pacientes participarão da primeira fase do teste e serão monitorados por médicos do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Pacientes com câncer de cabeça, pescoço, pulmão, mama, cólon, reto, colo uterino, próstata, melanoma, pâncreas, estômago e fígado, também irão participar dos testes se os resultados forem positivos. O limite máximo de pacientes que poderão testar o medicamento é de 10mil pessoas.
Em abril deste ano, o ministro Ricardo Lewandowski suspendeu o fornecimento do medicamento, o que causou polêmica. O STF (Supremo Tribunal Federal) alega que a eficácia da pílula era incerta e que poderia colocar em risco a saúde do paciente.
Colaborou: Gabriela Giaculi




