
As famílias que vivem às margens do Ribeirão Cabras na área urbana de Sousas estão preocupadas com o assoreamento no local. O problema, segundo os moradores começou há cerca de dois anos, e está sendo provocado pelo despejo de esgoto, além do acúmulo de detritos, lixos e entulhos no leito do ribeirão.
Acredita-se que grande parcela de culpa pelo assoreamento vem da ocupação desordenada. O local é uma Área de Preservação Ambiental (APA), e está sofrendo um processo contínuo de degradação devido ao adensamento urbano. As nascentes e cursos de água estão secando devido ao assoreamento, comprometendo a mata nativa e a fauna existente no local.
Para atender os moradores que vivem às margens do Ribeirão Cabras, e impedir que o assoreamento tome as casas no local, o subprefeito Mauro Calvo colocou pedras de contenção. Segundo Mauro, nesse caso, a subprefeitura tem uma dispensa de licenciamento emitida pela Secretaria do Verde e Desenvolvimento Sustentável, que autoriza a realização da obra.
Limpeza do Ribeirão Pires
No Ribeirão Pires o problema não é diferente, o lixo tomou conta do local. Nessa semana o subprefeito precisou fazer a limpeza do ribeirão com a retirada de 10 caminhões de lixo. A obra de desobstrução foi necessária para que o ribeirão seguisse seu curso normal, principalmente com a chegada das chuvas, aquele trecho apresenta alto risco de enchentes. Também foram colocadas aduelas de concreto.
“Tinha de tudo, desde sofá, geladeira, fogão, o que se pode imaginar. Quero inclusive fazer um apelo a população para que não jogue lixo no rio e ribeirões. E, se o morador não tem como descartar os entulhos até o Ecoponto, pode ligar na subprefeitura, que nossa equipe vai buscar”, finaliza o subprefeito.
Assoreamento nas nascentes
A nascente do Ribeirão Cabras que deságua no Rio Atibaia também está rasa. A erosão tomou conta e não há vegetação, somente areia e buracos no solo causado pelo vento e chuvas, abaixando o nível da água.
O processo de assoreamento ocorre nos leitos dos rios quando há grande acúmulo de detritos, que interfere na topografia impedindo-os de portar todo o seu volume hídrico, provocando transbordamento em épocas de grande quantidade de chuvas. A deterioração das margens está adjunta ao desmatamento ciliar, ou seja, o mau uso do solo e a exploração dos recursos ambientais estão intimamente relacionados aos problemas no meio ambiente. Desse modo, a remoção da vegetação nas costas energiza a erosão do solo, colaborando com o assoreamento dos rios. Outro fator agravante é a crescente impermeabilização das bacias, que incrementa sobremaneira as vazões de cheia causando problemas de erosão e encostas, tornando insuficientes as sessões e escoamento, exigindo assim a necessidade constante de dragagem e desassoreamento dos córregos, rios e canais de dragagem.




