
Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira (2) mostra que 50% dos eleitores registrados veem o voto como uma manifestação de oposição ao presidente. Custo de vida é apontado como principal preocupação por 78% dos entrevistados
Por Redação | 2 de novembro de 2026
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A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), está em 32%, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira (2), véspera das eleições de meio de mandato (midterms), marcadas para terça-feira (3). O levantamento aponta que o aumento do custo de vida é a principal preocupação dos eleitores e pode influenciar a composição do Congresso americano.
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O levantamento ouviu 1.765 adultos americanos pela internet e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais. O índice de aprovação de Trump oscilou um ponto para cima em relação à pesquisa de 19 de outubro, quando havia registrado 31%.
Os números também mostram uma vantagem dos democratas na chamada votação genérica, pergunta utilizada para medir a preferência partidária dos eleitores na disputa pelo Congresso. Os democratas aparecem com 46%, contra 38% dos republicanos, diferença de oito pontos percentuais. Na semana anterior, essa distância era de 11 pontos.
Entre os eleitores registrados, 50% afirmaram que o voto para o Congresso representa uma manifestação contra Trump. Outros 13% disseram que votariam como forma de apoio ao presidente, enquanto 33% afirmaram que ele não influencia sua decisão.
O resultado indica que a eleição legislativa também se transformou em uma avaliação indireta do governo republicano. Embora Trump não dispute nenhum cargo nesta votação, sua administração aparece como referência importante para parte do eleitorado.
Custo de vida concentra preocupação dos eleitores
A economia doméstica aparece como um dos principais pontos de atenção da campanha. Segundo a pesquisa, 78% dos entrevistados disseram que o aumento do custo de vida será muito importante ou o fator mais importante na decisão do voto.
Quando questionados sobre qual partido apresenta melhores condições para lidar com o problema, 43% escolheram os democratas, contra 32% que apontaram os republicanos.
Entre os fatores econômicos citados estão a alta dos preços dos combustíveis, em meio aos impactos da guerra com o Irã, iniciada em fevereiro, além dos efeitos das tarifas comerciais adotadas pelo governo americano.
Disputa pelo controle do Congresso
As eleições de meio de mandato vão definir a composição das duas casas do Congresso dos Estados Unidos. Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes estão em disputa, além de 35 das 100 vagas do Senado.
Atualmente, os republicanos controlam as duas casas legislativas. A disputa pela Câmara apresenta um cenário de maior possibilidade de mudança na composição partidária, enquanto a disputa pelo Senado envolve um caminho mais complexo para os democratas, segundo avaliações de estrategistas dos dois partidos ouvidos pela Reuters.
A pesquisa também identificou diferenças no entusiasmo eleitoral: 49% dos eleitores democratas disseram estar muito motivados para votar, contra 33% dos republicanos.
Apesar da vantagem democrata na preferência nacional, o resultado da chamada votação genérica não determina diretamente a distribuição das cadeiras. A eleição depende de disputas estaduais e distritais, com candidatos e circunstâncias específicas em cada região.
O resultado das urnas será um indicador da avaliação dos eleitores sobre o governo Trump e poderá alterar a correlação de forças no Congresso durante a segunda metade de seu mandato.


