Próximo à Vila Belmiro, Chioro afirmou que nesta semana técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) devem promover uma discussão junto aos sindicatos para dar orientações aos trabalhadores que rotineiramente têm contato com as tripulações de navios de carga.
“Não há casos em cidades portuárias da África, mas, mesmo assim, há uma intensificação do trabalho dos fiscais da Vigilância Sanitária para todos os navios que vêm da África Ocidental”, disse.
O ministro explicou que há uma regulamentação sanitária internacional que determina uma inspeção nos navios. “Nenhum trabalhador entra num navio antes de uma segura liberação por parte dos fiscais”.
Ele também frisou que o procedimento é rigoroso em todas as portas de entrada de estrangeiros no Brasil, garantindo que o controle nos portos e aeroportos brasileiros é uma segunda barreira para o vírus. A primeira acontece nos países de origem da doença.
“A Organização Mundial de Saúde não está deixando embarcar nenhuma pessoa que tenha sintomas ou que tenha estado em contato com pacientes de Ebola durante 21 dias, período de incubação da doença”.
Ajuda
Na última sexta-feira, o Ministério da Saúde anunciou que o governo brasileiro doará R$ 1 milhão para Organização Mundial da Saúde (OMS) para fortalecer as ações e interromper a transmissão do ebola nos países acometidos pela epidemia.
Entre os procedimentos de vigilância e proteção adotados está a veiculação de mensagem sonora nos aeroportos brasileiros com recomendações a passageiros de voos internacionais, desde sábado (9).
No comunicado, pessoas que regressarem de viagens internacionais com sintomas – como febre, vômito, diarreia, sangramento, manchas no corpo ou tosse – são aconselhadas a procurar atendimento médico, além de informar ao profissional de saúde os países em que passaram.
As equipes de bordo das companhias aéreas, que fazem voos internacionais, devem notificar as autoridades sanitárias no aeroporto de destino sobre qualquer passageiro que apresente quadro de doença infeciosa durante a viagem.
A partir dessa comunicação, é providenciada a remoção desse passageiro e transferência para hospital de referência.
O ministro reforçou ainda que foram realizadas videoconferências com todas as secretarias estaduais de saúde, além de enviadas normas técnicas para preparação das redes de saúde.





